Não percam nesse sábado a nova cara da VINTAGE CLUB.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
VINTAGE CLUB - O ANO DO DRAGÃO
VINTAGE CLUB vem com uma nova cara e novas festas, trazendo o que à de melhor pra você em festas ricas e temáticas.
VINTAGE CLUB entra no clima do ano do DRAGÃO, vindo com um festa toda climatizada e temática para o seu conforto e sua diversão, muita musica boa, promo de drinks e muito mais, tudo isso pra seus frequentadores mais TOPS da CITY.
Não percam nesse sábado a nova cara da VINTAGE CLUB.
Não percam nesse sábado a nova cara da VINTAGE CLUB.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Ney Matogrosso critica as Paradas e pede mais consciência dos gays
O cantor Ney Matogrosso é o convidado do próximo domingo (15) do programa "Marília Gabriela Entrevista", do canal GNT.
Em entrevista à jornalista, Ney criticou as Paradas Gays e cobrou uma atitude mais politizada por parte da comunidade.
"Eu acho que os gays no Brasil tinham que ter um pouquinho mais de consciência do seu significado como grupo e não ficar subindo em caminhões nas paradas gays e ficar se beijando. Quatro milhões se juntando podem eleger o presidente da República", disse o cantor.
Ney também contou sobre sua relação complicada com o pai. "Eu vi que ele não era culpado, ele apenas reproduzia o que aprendeu. Meu pai foi a pessoa que me negou o tempo todo. O fato de ele ter me aceitado, me amoleceu", revelou Matogrosso, que é gay assumidíssimo.
O cantor entregou ainda que seu sonho era ser pintor, mas que seu pai não deixou. "Meu pai vetou, pois não queria um filho artista", contou. O programa de Marília Gabriela vai ao ar às 22hs.
Por Redação Mundo mais.
Em entrevista à jornalista, Ney criticou as Paradas Gays e cobrou uma atitude mais politizada por parte da comunidade.
"Eu acho que os gays no Brasil tinham que ter um pouquinho mais de consciência do seu significado como grupo e não ficar subindo em caminhões nas paradas gays e ficar se beijando. Quatro milhões se juntando podem eleger o presidente da República", disse o cantor.
Ney também contou sobre sua relação complicada com o pai. "Eu vi que ele não era culpado, ele apenas reproduzia o que aprendeu. Meu pai foi a pessoa que me negou o tempo todo. O fato de ele ter me aceitado, me amoleceu", revelou Matogrosso, que é gay assumidíssimo.
O cantor entregou ainda que seu sonho era ser pintor, mas que seu pai não deixou. "Meu pai vetou, pois não queria um filho artista", contou. O programa de Marília Gabriela vai ao ar às 22hs.
Por Redação Mundo mais.
Militante LGBT Beto Paes é agredito por policiais.
Ao se posicionar para os policiais como um cidadão ciente dos seus direitos, porém sem proferir nenhum tipo de ofensa, Paes foi acusado de desacato à autoridade e levado para a delegacia no camburão da viatura policial, ao invés de no banco traseiro do veículo, mesmo sem oferecer nenhuma resistência à detenção. Durante o trajeto para a delegacia e ao longo do procedimento de registro da ocorrência, Beto foi agredido fisicamente, humilhado verbalmente por ser homossexual, privado de seus direitos a um tratamento digno por parte da autoridade policial e ameaçado pelos membros da corporação que o prenderam, os quais insinuavam que ele sofreria retaliações caso fizesse denúncia. Até mesmo a advogada acionada pela família do militante foi agredida e destratada por um policial visivelmente transtornado. O procedimento do registro foi protelado ao máximo, de modo que a grande imprensa, que havia sido acionada e se dirigido à delegacia, desistiu de esperar, impossibilitando o registro e ampla veiculação deste grave caso de violação dos direitos humanos em Belém.
Abaixo, segue o relato do ativista ao Pará Diversidade a respeito dos acontecimentos:
“Os policiais chegaram ao local onde eu estava, no Bar da Ângela, sem nenhum tipo de identificação nominal. Com a justificativa de que tinham recebido uma denúncia de que o local era frequentado por menores de idade, solicitaram documentação dos clientes. Cerca de 20 pessoas entregaram seus documentos para averiguação, ao que os policiais puderam constatar que todos ali eram maiores de 18 anos. Em seguida, eles se dirigiram para o fundo do bar, justamente no momento em que eu estava saindo do estabelecimento, pois já havia terminado a festa. Então, lhes informei que o bar já estava fechando e que naquele momento não havia mais quase ninguém lá. Foi nesse momento que um deles começou a me agredir verbalmente, dizendo que lá [o bar] era um espaço de pessoas doentes, sempre utilizando os termos “viado” e “sapatão”, e que eu não tinha porque estar defendendo esse tipo de gente. Quando eu disse a ele “Olha, senhor, eu sou uma pessoa que atua nos Direitos Humanos, faço parte do GT de implementação do Plano Estadual de Enfrentamento à Violência e à Homofobia dentro do Consep [Conselho Comunitário de Segurança Pública] e o senhor não pode agir dessa maneira, pois todos nós temos o direito de estarmos aqui e o direito de ir e vir”, ele me perguntou “Quem tu pensas que tu és?”, ao que eu respondi “Sou um cidadão”. Nesse momento, ele me deu voz de prisão, me empurrando para dentro da viatura. Em nenhum momento eu me opus ao fato de ele me deter, em nenhum momento eu os desacatei; eles simplesmente não queriam conversa.
Ao ser conduzido à viatura, eu me direcionei para sentar-me no banco de trás do veículo, ao que o policial disse que eu não iria ali, e sim no camburão, lá me jogando e me dando um chute. A partir desse momento, eu fiquei muito nervoso, pois isso nunca havia me acontecido. Ao chegarmos à Delegacia do Guamá, ele começou a inventar uma série de fatos, afirmando que eu os havia chamado de palhaços e os caluniado, sendo que em nenhum momento eu fiz isso, até tenho como provar que não fiz porque houve diversas testemunhas. Quando eu disse “O senhor está mentindo, eu não fiz isso”, o policial, visivelmente transtornado, partiu para cima de mim, me dando vários socos, chutes e tapas, enquanto eu apenas me defendia, sem reagir. Nesse momento, começaram a chegar meus parentes, amigos e uma advogada. Quando fomos fazer o boletim de ocorrência, um dos policiais disse que ela não podia permanecer na sala e a retirou do local, arrastando-a pelo braço.
Levaram-me para uma sala e me deixaram lá esperando, até o momento em que eles voltaram para informar que o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) seria feito na Delegacia de São Brás, pois o sistema da Delegacia do Guamá estava fora do ar. Durante o trajeto de uma delegacia a outra, fui exposto a momentos terríveis de tortura psicológica. Entre os absurdos proferidos dentro da viatura, eles disseram que nós (LGBTs) não tínhamos direito a nada, que nós éramos seres humanos de segunda classe, que nós não éramos criaturas de Deus, que nós não tínhamos direito nem de achar que tínhamos direito e que, na opinião deles, nós não deveríamos nem existir. Além disso, fizeram ameaças do tipo “Olha, nós sabemos onde tu moras, os espaços que tu frequentas. Tu sabes que pra gente não pega nada, mas pra ti pode pegar muita coisa, pois a corda sempre arrebenta do lado mais fraco”. Além das ofensas morais e ameaças, propositadamente eles passavam com toda velocidade pelas lombadas do trajeto, para eu bater minha cabeça no teto do veículo, visto que eles estavam com cinto de segurança e eu não. O tempo inteiro, eles diziam que iam me pegar se acontecesse alguma coisa para eles.
Chegando à Delegacia de São Brás, eles apresentaram a versão deles, eu apresentei a minha e solicitei o encaminhamento para o Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exame de corpo de delito, pois ficaram marcas no meu corpo por conta das agressões físicas sofridas. Eles ainda tentaram resistir a este procedimento, mas a advogada que me acompanhava insistiu e disse que eu tinha todo o direito.
O delegado, Dr. Pedro da Silva Monteiro, que estava acompanhando o caso, sequer olhou em meu rosto, e ouviu apenas a versão dos policiais. A todo momento, tentava criar circunstâncias para que eu me descontrolasse e eles pudessem me enquadrar em alguma coisa. No entanto, sei dos meus direitos e deveres e em nenhum momento agredi física ou verbalmente nenhuma das autoridades policiais que ali estavam. Quando percebi a insistência em me provocar, notei que se tratava de uma atitude corporativista do delegado, tentando a todo custo proteger a má conduta dos dois policiais civis.
O coordenador de Livre Orientação Sexual da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos, Samuel Sardinha, apesar de ter comparecido ao local logo após eu ter ligado para informá-lo do ocorrido, infelizmente não me acompanhou e se limitou a dizer que ia ficar “muito feito” para o estado se a denúncia fosse feita, uma vez que seria a imagem do Pará que seria comprometida por conta do ocorrido. Nesse momento, respondi ao coordenador que eu levaria o caso às últimas consequências, pois o meu direito individual também se reflete no direito de uma comunidade inteira. Me mostrei surpreso com o posicionamento do coordenador, pois a função da Coordenadoria de Livre Orientação Sexual é justamente fazer a relação com as outras secretarias do estado para que esse tipo de coisa não aconteça.
Mesmo com todas as ameaças, resolvi não me omitir e denunciar, pois, como ativista dos Direitos Humanos, não vou fugir dessa luta, pois assim como aconteceu comigo, pode acontecer como qualquer pessoa LGBT, e ninguém merece ser tratado dessa forma. Principalmente por se tratarem de representantes de um órgão que deveria respeitar e garantir a segurança do cidadão, e não cometer atos de violência como esse. Para isso, eu pretendo acionar a Corregedoria da Polícia Civil, fazer uma denúncia ao Centro de Referência e Combate à Homofobia da Defensoria Pública do estado e vou registrar o que aconteceu junto ao Consep, pois isto não deve ficar impune. As pessoas devem saber que a lei existe e é para todos, inclusive para a polícia, pois ela não pode ser a principal agressora dos direitos das pessoas, pelo contrário, tem que salvaguardar o direito do cidadão. Isso tudo aconteceu simplesmente porque o bar é um espaço frequentado por LGBTs e isso não pode mais acontecer”.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Carnaval Solidário Malicia Hot.
A Boate Malicia Hot irá promover um super carnaval solidário de Rua com o nome de "CARNAMIZADE" com o intuito de ajudar crianças que vivem com HIV. O Bloco terá sua concentração em frente a sede da escola de samba Quem São Eles, e com apenas um Kit Escolar você garante seu Abadá.
Serviço:
Boate Malicia Hot, rua Rui Barbosa Nº369
Telefones: 3224-3955/8139-2021
Serviço:
Boate Malicia Hot, rua Rui Barbosa Nº369
Telefones: 3224-3955/8139-2021
domingo, 8 de janeiro de 2012
Ivete Sangalo é confirmada no aniversário de Belém
Após rumores que a prefeitura de Belém estava planejando trazer um grande artista nacional para o aniversário de Belém, a cantora Ivete Sangalo foi confirmada como atração principal do dia 11.O show já está na agenda oficial da cantora.
Belém comemorará 396 anos de fundação com dois dias de festa, 11 e 12 de janeiro. A Aldeia Amazônica será palco de todo evento paraense.
Data: 11 de janeiro de 2012
Local: Aldeia Amazônica
Belém comemorará 396 anos de fundação com dois dias de festa, 11 e 12 de janeiro. A Aldeia Amazônica será palco de todo evento paraense.
Serviço
Show da Ivete Sangalo no aniversário de BelémData: 11 de janeiro de 2012
Local: Aldeia Amazônica
Queremos sua opinião
Por mais de R$ 1 milhão, Belém terá uma grande atração no seu aniversário. Você concorda com esse gasto? Utilize o formulário de comentários abaixo e compartilhe com seus amigos.terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Homens saudáveis por Marlon Teixeira
Homens saudáveis
Marlon Teixeira é rosto e corpo de campanha contra o câncer de mama masculino.
O modelo brasileiro Marlon Teixeira estrelou uma campanha alertando os homens com relação ao câncer de mama.
A campanha, promovida pela ONG Viva a Diferença, já está pronta. O top surge lindo no cartaz com a mão no peito. "Belo, brasileiro e do bem, Marlon Teixeira apoia", diz a mensagem.
Muitos não sabem, mas o câncer de mama também atinge aos homens. Por isso é importante realizar o auto-exame com freqüência para detectar possíveis problemas na região. E Marlon segue nessa, arrasando como sempre!
Por redação mundomais.
Marlon Teixeira é rosto e corpo de campanha contra o câncer de mama masculino.
O modelo brasileiro Marlon Teixeira estrelou uma campanha alertando os homens com relação ao câncer de mama.
A campanha, promovida pela ONG Viva a Diferença, já está pronta. O top surge lindo no cartaz com a mão no peito. "Belo, brasileiro e do bem, Marlon Teixeira apoia", diz a mensagem.
Muitos não sabem, mas o câncer de mama também atinge aos homens. Por isso é importante realizar o auto-exame com freqüência para detectar possíveis problemas na região. E Marlon segue nessa, arrasando como sempre!
Por redação mundomais.
Armário X Homossexualidade
Auto-aceitação
Quando chega a pré-adolescência e a adolescência, essa coisa da orientação sexual ainda não é muito clara para o adolescente, até porque ele não tem clareza do que é a sexualidade. Então, quando ele adquire clareza da orientação sexual e gostaria de sair do armário, entra o grande medo que esse adolescente tem de se revelar. Claro que esse medo vai depender do ambiente no qual ele vive como também da história dele de como foi essa percepção da diferença, se ele percebeu isso e aceitou de uma maneira natural ou se ele percebeu de cara que era uma coisa muito ruim. E aí, portanto, as suas dificuldades internas sem relação a isso, sua visão negativa, preconceituosa, sua própria visão, vai influenciar na maneira com ele vai administrar a questão de sair do armário ou não. De maneira geral, ainda existe uma homofobia internalizada muito grande, porque não tem como você eliminar anos e anos de uma mensagem negativa a respeito da sua sexualidade. O grau de auto-aceitação varia muito, muito em função da mensagem que essa criança, esse adolescente, esse adulto vem recebendo na sua história de vida.
Saindo do armário aos poucos
Sair do armário pode ser feito de várias maneiras, por exemplo, sair do armário de forma seletiva. O que significa isso? O adolescente hoje entra na internet e tem um contato com uma comunidade que na minha época não existia, e hoje você tem um acesso direto. Esse jovem acaba muito mais estimulado a sair do armário de forma seletiva, para os amigos, começar a freqüentar lugares gays, etc, mas não necessariamente para a família, para a sociedade, porque ainda existe um grau de intolerância muito grande. Claro que, dependendo da família, de onde esse jovem cresce, ele pode ter maior ou menor facilidade de lidar com isso. sair do armário não é necessariamente um ato único em que o sujeito está fora do armário para todo mundo. sair do armário publicamente é a terceira e última etapa desse processo, que é muito mais longo. Por outro lado, também, hoje você tem mais modelos, você tem uma visibilidade um pouco maior, principalmente nas grandes cidades, o que torna essa situação teoricamente menos problemática do que era no passado, mas não necessariamente. Porque uma coisa é você ser aceito nesse pequeno grupo, outra coisa é ser aceito de maneira mais integrada na sociedade. Até em cidades como São Paulo você vê que não é muito fácil você se assumir de uma forma mais aberta.
Família: não há como prever a reação dos pais
Para sair do armário diante da família, é importante que esse jovem saiba que não há como prever a reação das pessoas. Portanto, qualquer tentativa de se mostrar está sempre sujeita às reações das mais diversas. Você tem história de pessoas que esperam que os pais tenham um ataque e os pais falam “ah, eu já sabia”, e você tem história de pessoas que achavam que os pais, liberais e tal, cabeça boa, vão lidar bem com isso, e quando contam os pais querem se matar. Então é importante lidar com uma certa incerteza em relação a como as pessoas vão reagir.
Compreender a dificuldade na aceitação
Segunda coisa: se a maior parte dos homossexuais demora alguns anos para se auto-aceitar, é importante entender que os pais não vão aceitar de uma hora para a outra. Se para eu que sou jovem homossexual é difícil, como é que eu espero que alguém vá aceitar da maneira mais imediata? È preciso também estar preparado para uma situação que não necessariamente vai ser exatamente como eu gostaria que fosse.
Planejando o momento de se abrir
O terceiro ponto que eu acho muito importante é, na medida do possível, que esse jovem planeje, faça um planejamento da saída do armário, porque muitas vezes acontece de uma maneira não planejada e na pior hora possível. Então numa hora numa briga fala: “e também eu sou gay”. Então, nessa hora, as coisas tendem a acontecer de uma maneira muito mais conflituosa do que se há alguma coisa planejada. Tenho uma história de um cliente meu de uns 20 e poucos anos que queria contar para a mãe mas não sabia como. Aí eu recomendei uma peça que estava passando em São Paulo, Norma, que trata da questão de uma maneira muito sensível, e tem uma redenção no final positiva, e todo muito se emociona. Ele levou a mãe no espetáculo, a mãe estava evidentemente sensibilizada, emocionada com aquela situação, ele falou, “bom, eu queria te contar que eu sou gay”. E foi muito bom, porque ele estava emocionalmente muito mais preparada para lidar com isso do que em outra situação. Então isso é o que eu chamo de planejar, qual é o melhor momento, em que não exista um outro conflito aparecendo.
Orientação sexual não é só sexo
Outra coisa que eu acho importante, dentro desse planejamento, é se preparar para como eu vou dizer. È importante que esse jovem fale de sua orientação sexual de uma maneira ampla e muito mais profunda do que simplesmente “eu gosto de transar como homens ou transar com mulheres”, que esteja preparado para falar um pouco mais de seus sentimentos, de como isso surgiu, da dificuldade que tem sido, do medo que ele tem de repente não ser amado, de ser rejeitado, não ser aceito, a expectativa que ele tem dos pais de que continuem a amá-lo da mesma maneira, porque ele é a mesma pessoa, então estar mais preparado para falar de uma maneira muito mais significativa e profunda do que é a orientação sexual do que simplesmente dar uma conotação sexual. È importante que ele tenha clareza para entender na verdade o que é uma orientação homossexual, que na verdade é uma atração que não é puramente sexual, mas também emocional, afetiva, é espiritual, estar preparado para dizer “olha, isso não é uma coisa que eu estou escolhendo, eu não aprendi com ninguém”.
A importância das amizades
Fora do núcleo familiar, é importante que esse jovem desenvolva certas alianças também na comunidade homossexual. Aqui no Brasil ainda é uma coisa muito complicada, mas pessoas que possam dar a ele esse suporte, que possam, numa eventual situação de conflito familiar, a quem ele pode recorrer para ter algum suporte emocional, para não sentir abandonado. No Estados Unidos, porexemplo, é muito legal, você tem várias associações, tipo ONGs que nós temos no Brasil, que dão suporte para esse cara, ele recebe folhetos, vídeo, faz reuniões de “coming out”, ele se prepara para lidar com isso, tem o apoio da comunidade. Então, na medida do possível, ele ter algum suporte, algum amigo mais velho, que tenha passado por esse situação.
Esconder demais pode ser perigoso
Uma outra coisa em relação ao jovem que é muito importante: cuidado para não ser descoberto, que é uma coisa muito pior. Geralmente o jovem não conta, principalmente numa sociedade como a nossa em que as pessoa adoram viver na ambigüidade, ninguém fala nada, todo mundo sabe, mas ninguém quer falar abertamente, e aí se descobre e é muito mais complicado, tem a mentira, a falta de confiança. Quando a mãe descobre que aquela amiguinha com quem ele sai não é uma amiguinha, é um amiguinho, aí acaba tendo uma outra variável, que é a perda de confiança dos pais. Mas não tem uma regra pra isso, porque é muito difícil, mas, se ele decidir fazer, se achar que é o melhor caminho para ele, esse são os cuidados básicos: planejar e evitar ser descoberto.
Quando chega a pré-adolescência e a adolescência, essa coisa da orientação sexual ainda não é muito clara para o adolescente, até porque ele não tem clareza do que é a sexualidade. Então, quando ele adquire clareza da orientação sexual e gostaria de sair do armário, entra o grande medo que esse adolescente tem de se revelar. Claro que esse medo vai depender do ambiente no qual ele vive como também da história dele de como foi essa percepção da diferença, se ele percebeu isso e aceitou de uma maneira natural ou se ele percebeu de cara que era uma coisa muito ruim. E aí, portanto, as suas dificuldades internas sem relação a isso, sua visão negativa, preconceituosa, sua própria visão, vai influenciar na maneira com ele vai administrar a questão de sair do armário ou não. De maneira geral, ainda existe uma homofobia internalizada muito grande, porque não tem como você eliminar anos e anos de uma mensagem negativa a respeito da sua sexualidade. O grau de auto-aceitação varia muito, muito em função da mensagem que essa criança, esse adolescente, esse adulto vem recebendo na sua história de vida.
Saindo do armário aos poucos
Sair do armário pode ser feito de várias maneiras, por exemplo, sair do armário de forma seletiva. O que significa isso? O adolescente hoje entra na internet e tem um contato com uma comunidade que na minha época não existia, e hoje você tem um acesso direto. Esse jovem acaba muito mais estimulado a sair do armário de forma seletiva, para os amigos, começar a freqüentar lugares gays, etc, mas não necessariamente para a família, para a sociedade, porque ainda existe um grau de intolerância muito grande. Claro que, dependendo da família, de onde esse jovem cresce, ele pode ter maior ou menor facilidade de lidar com isso. sair do armário não é necessariamente um ato único em que o sujeito está fora do armário para todo mundo. sair do armário publicamente é a terceira e última etapa desse processo, que é muito mais longo. Por outro lado, também, hoje você tem mais modelos, você tem uma visibilidade um pouco maior, principalmente nas grandes cidades, o que torna essa situação teoricamente menos problemática do que era no passado, mas não necessariamente. Porque uma coisa é você ser aceito nesse pequeno grupo, outra coisa é ser aceito de maneira mais integrada na sociedade. Até em cidades como São Paulo você vê que não é muito fácil você se assumir de uma forma mais aberta.
Família: não há como prever a reação dos pais
Para sair do armário diante da família, é importante que esse jovem saiba que não há como prever a reação das pessoas. Portanto, qualquer tentativa de se mostrar está sempre sujeita às reações das mais diversas. Você tem história de pessoas que esperam que os pais tenham um ataque e os pais falam “ah, eu já sabia”, e você tem história de pessoas que achavam que os pais, liberais e tal, cabeça boa, vão lidar bem com isso, e quando contam os pais querem se matar. Então é importante lidar com uma certa incerteza em relação a como as pessoas vão reagir.
Compreender a dificuldade na aceitação
Segunda coisa: se a maior parte dos homossexuais demora alguns anos para se auto-aceitar, é importante entender que os pais não vão aceitar de uma hora para a outra. Se para eu que sou jovem homossexual é difícil, como é que eu espero que alguém vá aceitar da maneira mais imediata? È preciso também estar preparado para uma situação que não necessariamente vai ser exatamente como eu gostaria que fosse.
Planejando o momento de se abrir
O terceiro ponto que eu acho muito importante é, na medida do possível, que esse jovem planeje, faça um planejamento da saída do armário, porque muitas vezes acontece de uma maneira não planejada e na pior hora possível. Então numa hora numa briga fala: “e também eu sou gay”. Então, nessa hora, as coisas tendem a acontecer de uma maneira muito mais conflituosa do que se há alguma coisa planejada. Tenho uma história de um cliente meu de uns 20 e poucos anos que queria contar para a mãe mas não sabia como. Aí eu recomendei uma peça que estava passando em São Paulo, Norma, que trata da questão de uma maneira muito sensível, e tem uma redenção no final positiva, e todo muito se emociona. Ele levou a mãe no espetáculo, a mãe estava evidentemente sensibilizada, emocionada com aquela situação, ele falou, “bom, eu queria te contar que eu sou gay”. E foi muito bom, porque ele estava emocionalmente muito mais preparada para lidar com isso do que em outra situação. Então isso é o que eu chamo de planejar, qual é o melhor momento, em que não exista um outro conflito aparecendo.
Orientação sexual não é só sexo
Outra coisa que eu acho importante, dentro desse planejamento, é se preparar para como eu vou dizer. È importante que esse jovem fale de sua orientação sexual de uma maneira ampla e muito mais profunda do que simplesmente “eu gosto de transar como homens ou transar com mulheres”, que esteja preparado para falar um pouco mais de seus sentimentos, de como isso surgiu, da dificuldade que tem sido, do medo que ele tem de repente não ser amado, de ser rejeitado, não ser aceito, a expectativa que ele tem dos pais de que continuem a amá-lo da mesma maneira, porque ele é a mesma pessoa, então estar mais preparado para falar de uma maneira muito mais significativa e profunda do que é a orientação sexual do que simplesmente dar uma conotação sexual. È importante que ele tenha clareza para entender na verdade o que é uma orientação homossexual, que na verdade é uma atração que não é puramente sexual, mas também emocional, afetiva, é espiritual, estar preparado para dizer “olha, isso não é uma coisa que eu estou escolhendo, eu não aprendi com ninguém”.
A importância das amizades
Fora do núcleo familiar, é importante que esse jovem desenvolva certas alianças também na comunidade homossexual. Aqui no Brasil ainda é uma coisa muito complicada, mas pessoas que possam dar a ele esse suporte, que possam, numa eventual situação de conflito familiar, a quem ele pode recorrer para ter algum suporte emocional, para não sentir abandonado. No Estados Unidos, porexemplo, é muito legal, você tem várias associações, tipo ONGs que nós temos no Brasil, que dão suporte para esse cara, ele recebe folhetos, vídeo, faz reuniões de “coming out”, ele se prepara para lidar com isso, tem o apoio da comunidade. Então, na medida do possível, ele ter algum suporte, algum amigo mais velho, que tenha passado por esse situação.
Esconder demais pode ser perigoso
Uma outra coisa em relação ao jovem que é muito importante: cuidado para não ser descoberto, que é uma coisa muito pior. Geralmente o jovem não conta, principalmente numa sociedade como a nossa em que as pessoa adoram viver na ambigüidade, ninguém fala nada, todo mundo sabe, mas ninguém quer falar abertamente, e aí se descobre e é muito mais complicado, tem a mentira, a falta de confiança. Quando a mãe descobre que aquela amiguinha com quem ele sai não é uma amiguinha, é um amiguinho, aí acaba tendo uma outra variável, que é a perda de confiança dos pais. Mas não tem uma regra pra isso, porque é muito difícil, mas, se ele decidir fazer, se achar que é o melhor caminho para ele, esse são os cuidados básicos: planejar e evitar ser descoberto.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Dose dupla- Gemeos
Os modelos gêmeos brasileiros Marcos e Márcio Patriota estrelam um ensaio para a revista "Fantastics". A dupla aparece usando sungas minúsculas e shorts curtíssimos. "Gêmeos brasileiros de cuecas. Precisa dizer mais?", diz a chamada do ensaio.
As fotos são do craque Ricky Day e o styling, Andre Austin. Nas fotos abaixo, você confere a desenvoltura desses lindos garotos made in brazil. E não é que os safados insinuam umas pegadas?
As fotos são do craque Ricky Day e o styling, Andre Austin. Nas fotos abaixo, você confere a desenvoltura desses lindos garotos made in brazil. E não é que os safados insinuam umas pegadas?
O segredo da malvada Tereza Cristina.
Tumulto à vista em "Fina Estampa". O grande segredo que Tereza Cristina (Christiane Torloni) guarda pode ser surpreendente: ela seria uma transexual. Essa é uma opção levantada por Tia Íris, personagem de Eva Wilma, a única que sabe o segredo da vilã.
De acordo com o autor Aguinaldo Silva, Griselda (Lília Cabral) vai pressionar Tia Íris para que esta revele o tal segredo. Tentando se livrar da pressão, Tia Íris vai disparar: "Ela é transexual!"
Ainda segundo o autor, em posts publicados em sua página no "Twitter", Griselda vai oferecer R$2 milhões para que Tia Íris revele o segredo. Esta dirá que não se vende, e Griselda oferecerá R$4 milhões.
Também no "Twitter", Aguinaldo comentou a hipótese de que Antenor (Caio Castro) seria filho de Tereza Cristina. O autor disse que quem imaginou essa trama "não tem a menor vocação pra novelista. Que pobreza!"
Fonte: IG
De acordo com o autor Aguinaldo Silva, Griselda (Lília Cabral) vai pressionar Tia Íris para que esta revele o tal segredo. Tentando se livrar da pressão, Tia Íris vai disparar: "Ela é transexual!"
Ainda segundo o autor, em posts publicados em sua página no "Twitter", Griselda vai oferecer R$2 milhões para que Tia Íris revele o segredo. Esta dirá que não se vende, e Griselda oferecerá R$4 milhões.
Também no "Twitter", Aguinaldo comentou a hipótese de que Antenor (Caio Castro) seria filho de Tereza Cristina. O autor disse que quem imaginou essa trama "não tem a menor vocação pra novelista. Que pobreza!"
Fonte: IG
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